Malaguetas

Há alguns anos, tive contato com o livro Malaguetas, Perus e Bacanaços , de João Antonio. Na época, mergulhei em sua obra e descobri outros níveis que me impactaram profundamente, ampliando minha percepção do autor para além de Leão de Chácara.

Em janeiro de 2024, realizei a exposição Mundaréu na Albuquerque Contemporânea. O projeto explorou diálogos entre  jogo, malandragem, espaço e reuniu diversas instalações desenvolvidas ao longo de mais de uma década.

Para essa instalação utilizei panos de sinuca usados, de bares de Belo Horizonte e Região Metropolitana que carregam nas marcas do jogo e da convivência, como suporte material e simbólico. A instalação foi acompanhada por um algoritmo instrumental aleatório (um samba de Partido Alto infinito), concebido para gerar uma música sem início nem fim. Essa composição elaborada dialogava com a narrativa fragmentada e visceral de João Antônio, criando um ambiente imersivo que tencionava as fronteiras entre o acaso e a intencionalidade, o estático e o dinâmico. Esse projeto sintetizou referências literárias e experiências expositivas anteriores.

Veja também